sábado, dezembro 03, 2005

Excertos (66.146)

[146/2005]
Que venha Alegre

(...)
Alegre representa a possibilidade, sem deslocar da esquerda o centro da gravidade institucional (pelo contrário, consolidando-o), aquele que pode, pelo magistério de influência, pelo seu sinal eleitoral, pela emergência de energias de novas camadas antes fartas da política, dos políticos e dos aparelhos dos partidos (desta política, destes partidos, destes aparelhos), reavivando a energia da esperança e de se acreditar no futuro, um novo elan patriótico numa renovação do gosto em se ser português, impondo, sem imposição, que a superação do populismo não seja feita pela via tecnocrática, que o social e o cultural se sentem à mesma mesa da economia e das finanças. Com a única autoridade capaz de equilibrar a arrogância da maioria absoluta e que tirou a alma a ministros e secretários. E se Alegre obrigava a um governar melhor, também empurraria os partidos a melhorarem, pela subida de parada de exercício de cidadania dos eleitores, logo mais exigentes.

Se votei Sócrates, preciso agora de Alegre. Para que a liberdade e as energias, levantem o prazer cidadão, quebrando algemas. Expliquei-me?
(Leia o texto completo)
João Tunes
Blog Água Lisa

1 Comments:

At 8:51 da manhã, Anonymous carlos azevedo escreveu...

Eu voto Manuel Alegre pelo mérito próprio do candidato mas também por "exclusão de partes". Não vejo em Mário Soares (o velho "lobo do
mar" sem ofensa para os que o são de verdade...) o fulgor e a caapacidade intelectual para gerir
e/ou exercer o magistério de influência com clarividência. Não lhe chamo o "general Alzheimer" como tenho ouvido por aí gracejando, mas entendo que o seu tempo já passou. A forma deselegante e traiçoeira como quis passar a perna a Manuel Alegre ("sou obrigado a avançar porque ele não tem apoios!"... com "amigos" destes... só se forem da onça... coitada da onça...) é
um autêntico atestado de carácter
(ou de senilidade?) pelo que fica
para trás e muito bem. A sua brigada do reumático não consegue galvanizar o Zé Povinho: este já não vai lançar foguetes para ver mais tarde o "marajá" a viajar com farta comitiva em tudo o que é estância turística de luxo...

Cavaco Silva julga que o povo tem memória curta mas não tem. Se da última vez lhe retirou o tapete, agora os pressupostos mantêm-se. Ele não trouxe nada de novo, a não ser o eterno "tabu", a sua maneira de falar emproada e cheia de empáfia, o seu discurso "ex cathedra", a sua "banalidade enfatuada", a sua discursata económico-cêntrica de pretenso "guru" de trazer por casa...

Só MANUEL ALEGRE nos dá garantias de fidelidade a uma presidência limpa e sem escândalos, sem "contos proibidos" e sem basófias tacanhas. Ele é do Povo: é um "cão como nós!"

 

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